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Bully Pulpits and the Presumption of Innocence by J Vincent Aprile II - ABA Criminal Justice Magazine Summer 2026

A bully pulpit is a position of prominence and apparent authority that enables an individual to express and advocate an opinion on a question of international, national, regional, or local matter and be listened to. “It’s one of the axioms of political science that a political leader can exert an enormous influence over his society and its people—for better or worse.” Peter Corning,   The “Bully Pulpit”: Then and Now , Inst. for the Study of Complex Studies (Mar. 5, 2019). Bully pulpit is often a reference to the American president’s platform to voice an opinion as if it were the last word on the matter. But many people may have bully pulpits in their specific arenas of prominence. A governor may have a bully pulpit at least in his or her state. Even at a more local level, lesser political officers may have effective bully pulpits. The alignment of the bully pulpit with the American presidency is not only due to the prominence of that position and its ability to influence public op...

Porque até a realidade merece uma segunda oportunidade

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  Olhe para a rosa. De que cor é? A resposta parece tão imediata que a pergunta quase soa absurda. A rosa é vermelha. Vemo-lo. E, se a vemos vermelha, parece evidente que a cor está nela, como estão a forma das pétalas ou os espinhos no caule. Mas imaginemos que não somos os únicos a olhar. Todos olham para a mesma rosa. Todos recebem luz proveniente do mesmo objecto. Ainda assim, não têm a mesma experiência da sua cor. Talvez, então, a pergunta inicial estivesse mal formulada. Em vez de perguntarmos «de que cor é a rosa?», devemos perguntar: o que acontece entre a rosa e o observador para que uma determinada cor seja experienciada? É nesse espaço, entre o mundo e quem o observa, que começa verdadeiramente o problema. A rosa não contém, no seu interior, aquilo que experienciamos como vermelho. As suas propriedades físicas determinam a forma como reflecte diferentes comprimentos de onda da luz. Essa luz é captada por receptores com determinadas características e convertida em sinais...

Também somos feitos de quem veio antes

  Uma leitura de “ Quem Me Vê ”, de Luís Trigacheiro Há canções que contam uma história. Outras, ainda que não o pretendam, formulam uma teoria sobre aquilo que significa ser humano. “Quem Me Vê”, interpretada por Luís Trigacheiro, pertence a esta segunda categoria. Com letra de Tiago Nogueira e música de Tiago Nogueira e Ricardo Lis Almeida, a canção apresenta uma ideia simultaneamente simples e profunda: quem observa uma pessoa nunca vê apenas aquela pessoa. Vê também, ainda que não o saiba, os seus pais, os seus avós, as terras de onde vieram, as experiências que atravessaram, as culturas que transportaram e as histórias que lhes permitiram sobreviver. Ou como diz uma frase atribuída a Airton Ortiz: "Somos o resultado dos livros que lemos, das viagens que fazemos e das pessoas que amamos." O sujeito da canção não se descreve como uma unidade encerrada sobre si própria. Apresenta-se como uma composição. Um ponto de encontro entre diferentes pessoas, diferentes lugar...

Em louvor do ócio. Uma síntese analítica do ensaio de Bertrand Russell

  1. Introdução. A suspeita moral contra o ócio O ensaio In Praise of Idleness parte de uma constatação autobiográfica simples, mas intelectualmente explosiva. Russell reconhece ter sido educado numa moral tradicional que associa o trabalho à virtude e o ócio ao pecado, uma moral condensada no provérbio segundo o qual “o diabo encontra ocupação para mãos ociosas”. Essa associação, internalizada desde a infância, molda comportamentos, constrói consciências culpadas e organiza sociedades inteiras. No entanto, Russell descreve uma ruptura entre a sua conduta pessoal, ainda disciplinada por esse imperativo moral, e a sua reflexão intelectual, que passa a considerar tal crença profundamente errada e socialmente danosa. Desde o início, o ensaio propõe uma inversão provocatória. Não se trata apenas de defender menos trabalho, mas de questionar a própria ideia de que o trabalho é, em si mesmo, um bem moral. Para Russell, a crença na virtude do trabalho excessivo não só é injustificada...